Minha relação com o autismo de meu filho: a libertação.


Depois de minha constelação, percebi que eu carregava um peso muito grande, que eu nem sabia que carregava!


Depois da primeira conversa para definir o tema, comecei a aceitar profundamente minha condição. Havia estudado por 7 anos, tinha que trabalhar. Sentia frustração, revolta e dó de mim mesma por não conseguir enco9ntrar trabalho em minha área. Fiz um curso de Barras de Access, e começou a se configurar uma profissão, mas eu me cobrava demais, sobre o que os outros iriam pensar de eu ter estudado tanto, e não exercer minha profissão original.


Pois em uma semana, minha percepção disso tudo, havia mudado. Senti que poderia adequar minha realidade ao trabalho, e comecei a não ficar mais na frustração.


Me permiti chorar por um dia inteiro depois que soube do diagnóstico de meu filho autista, hoje com três anos. Consegui admitir a partir de então, que eu não estava bem. Tive duas conversas com a Carmem antes de definir meu tema para constelar, e consegui enxergar que a dor ainda permanecia em mim. Eu sentia dor, não negação da condição dele. A dor de viver tudo isso. Era como se ainda sofresse pela situação de meu filho. Era como se meu coração estivesse preso numa jaula. No processo, admiti minha dor.


Eu havia constelado antes, e foi uma experiência “esclarecedora”, mas não transformadora. Depois das conversas para chegar à conclusão de meu tema para constelar, percebi, que o tema que constelei inicialmente, era apenas um sintoma secundário, do que era realmente essencial em minha vida.


Consigo agora não me preocupar com o futuro de meu filho, curto o momento presente, na alegria. Eu achava que vivia num estado de presença, mas hoje vejo que não vivia. Consigo vibrar hoje com suas pequenas conquistas o que não acontecia como agora.


Sinto que não estou mais parada, na frustração. Resolvi iniciar meus atendimentos com Barras, e pegar em minhas mãos o dinheiro que havia ganho com meu primeiro atendimento, foi como plasmar minha criação. Foi muito bom, foi mágico.


No dia da constelação, parecia que 5 caminhões haviam passado sobre mim, e no dia seguinte acordei leve, todo o peso que eu nem sabia que carregava, havia desaparecido.


Comecei a ver meu filho com outros olhos, não os de piedade.


Thatiany.


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