Impressionada com minha nova versão.


Eu começo dizendo que estou tão impactada com o que aconteceu comigo, que não tenho nem explicação para dar.


Resolvi constelar minha relação com minha filha. Vivíamos na mais completa e profunda desarmonia. Eu me sentia em relação a ela, facilmente irritada e agressiva, de uma forma desproporcional.

Minha filha dizia: “Mãe, eu te passo como me sinto, e você retorna me atacando.


“Depois da constelação com a Dra. Carmem, imediatamente, comecei a não mais me sentir agredida, pois era assim que me sentia; e nessa ilusão, atacava “de volta”. Não levantei mais nenhuma vez minha voz com minha filha, desde então.


Minha filha sentia que eu desejava que ela fosse diferente, que eu havia criado expectativas em relação a ela. Na verdade, admito agora que não a aceitava, assim como ela é. Perfeita mesmo, à maneira dela.


Eu a via na relação com as outras pessoas, sempre sorrindo, e para mim, só enxergava cara amarrada e brigas. Nunca mais brigamos depois!


Parece que as duas foram “desarmadas”, e tudo começou a fluir. Quebrou-se de repente a barreira que havia entre nós.


Eu havia participado de constelações antes, mas nunca havia constelado. Agora, foi um divisor de águas. Foi a minha constelação, minha história. Foi muito forte mesmo, na hora certa. Não acredito em acaso! Foi muito bom!


Estava no limite, pensando em me separar de minha filha, mudar de casa. Mas se eu tivesse mudado, não teria resolvido a situação, como consegui. Agora, os sentimentos são diferentes, e se ela resolver sair de casa, terá meu apoio e, mesmo em espaços separados, estaremos as duas muito bem. Não será uma desistência, o abandono de uma situação mal resolvida.


Ela chegava em casa, ficava quieta, não conversava mais comigo. Eu puxava assunto, e começava a discussão.


Como ela teve um filho e se separou do pai, a impressão era de que ela estava comigo, porque não tinha outra alternativa. E eu não via uma luz no final do túnel.


Já tínhamos feito terapia, e a situação não mudava. Hoje eu vejo meu papel de mãe dela. Sinto que não somos e não seremos iguais, mas não brigamos mais por isso. E consigo aceitá-la e amá-la, como ela é!


Era incrível para mim, pois sou professora, sou calma, trabalho e me relaciono com tantas mães e crianças, e eu não me sentia como a pessoa que agia como eu agia com minha própria filha. As pessoas me diziam: tenha calma! Mas eu não achava essa calma. Era impossível para mim! Eu não conseguia conversar, só brigava. Era uma situação insustentável.

Por mais que nos amássemos, não conseguíamos nos entender. Agora eu não sinto mais necessidade de brigar. Acabou! Conseguimos ter opiniões diferentes, e uma respeita naturalmente a outra.


Você muda sem perceber. Pelo menos, foi o que aconteceu comigo. Não programei, e a situação se transformou naturalmente. Não tenho mais aquela braveza toda em mim. Na verdade, não havia motivos aparentes, pois minha filha é simplesmente ótima, trabalhadora, não me dá trabalho, mas eu não conseguia agir diferente com ela. Não consigo explicar porque, mas era assim.


Eu me sentia tão arrependida, provocava o maior stress, e depois ia pedir desculpas a ela. Minha filha me dizia: “Mãe, presta atenção no que você fala, para não fazer de novo. “ Ela me falava numa boa: ”Mãe, acho que você é bipolar.” E eu ficava pensativa, começava a analisar como eu era com as outras pessoas, mas só com ela eu era assim. Parecia uma força maior.

Ela abria a boca, já achava que era para me afrontar. Brigava, deixava ela chateada, me desculpava e depois brigava novamente. Com o outro filho não era assim, sempre foi a maior paz. E o pior, era que ela sentia que eu amava somente a ele.


Éramos unidas, nos amávamos, mas era uma coisa muito estranha. Eu jamais queria me sentir como me sentia. Não tem ninguém no mundo que você ame mais que a um filho. Você não conseguir expressar esse amor, é muito triste. Parecia que eu era uma boa pessoa para todos, menos para ela.


Eu não conseguia dizer: “Minha filha, eu te amo. “Isso se foi, se quebrou, não existe mais!! Não sei te dizer como, mas no meu caso, desliguei o celular depois de minha constelação, e tudo havia mudado em mim. Senti a diferença na hora. Não tenho explicações, pois se minha filha me desse problema, mas ela não dava. Só via o desafio que ela representava para mim.


Essa constelação com a dra. Carmem, foi para mim um divisor de águas. Entre a velha e a nova Marta. Trabalho espetacular.


Meu nome agora é Gratidão!

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