Alma se movimenta?

Atualizado: Abr 1


Que estória é essa de movimento da alma? Como dá para pensar nisso em termos práticos, de acordo com as observações de Bert Hellinger e das Constelações Familiares?


Porque não é só constelar, ou entender algum conceito. Trata-se de nos envolvermos com nossa história, nossas posturas, e conduzirmos nosso ser na direção de uma nova realidade, aquela à qual almejamos. Vai além do lógico racional, e passa por ele também. O fragmento abaixo, abre muitas possibilidades de reflexão.

 

E porque permanecemos muitas vezes fiéis ao nosso destino?

 


Vamos então a esse fragmento da obra de Hellinger, que pode contribuir com suas buscas. 

 

Destino e graça. 


A alma é grande. Ela é ampla, e está apronta. Mas não nos pertence. A idéia de que temos uma alma é estranha. Estamos numa alma. Participamos dela. Ela nos deixa participar de alguma coisa.

Na atuação da alma, podemos observar que ela unifica elementos diversos. Realidades que aparentemente percebemos como contrárias encontram seu devido lugar nessa alma maior. Quando nos deixamos conduzir por ela percebemos que aquilo que rejeitamos, julgamos falso ou tememos, encontra seu lugar em algo que depende de ambos (julgamento  e medo) e que nos alarga quando acolhemos em nós.

 

O que contraria a alma? Nossos desejos, em primeiro lugar. Depois, nosso medo. Em vez disso, podemos nos deixar conduzir pela alma, para chegar a algo desconhecido. Quando conseguimos isso e nos entregamos à alma, sentimos que ela nos presenteia com algo que é maior do que os nossos desejos e vai além de nossos medos.

 

Existe uma outra coisa que se opões à alma: nosso destino. Muitas vezes estamos enredados pelo destino, amarrados em muitas relações que nos influenciam. Sem que saibamos sua origem. Essas relações impedem o nosso desenvolvimento. Quando, porém, nos entregamos à alma e confiamos em suas profundezas, ela nos ajuda a superar esses destinos.

 

Muitos estão presos pelo destino, não porque o destino deles esteja contra eles, mas porque eles assim o querem. E por que razão muitos desejam um destino infeliz? Porque se sentem grandes quando se entregam a ele. E se sentem inocentes. Para mudá-lo precisariam ir além dele. Isso exige, via de regra, que abandonem algo em que tinham confiado e se entreguem ao novo.

Quando se consegue mudar o destino ganha-se mais alguma coisa. Muitos recebem isso como uma graça.



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