A dor jamais é maior, que a possibilidade de transformação.


Com a constelação, me senti mais forte, mais controlada, pois estava entrando num estado de desespero. Senti um alívio muito grande de poder respirar, o que antes parecia impossível. Parecia que eu estava num quarto tão cheio, e agora, deu uma limpeza em tudo. Muito alívio mesmo.


Eu não tinha a idéia que a constelação iria mexer tanto comigo, e que eu ainda assumiria o controle, do que estava, aparentemente, totalmente fora de meu alcance controlar.


Fiquei decidida a não esconder mais o que sinto e penso. Falar da melhor maneira, mas não me sentir mais intimidada pelos outros.


Foi muito legal, poder enxergar as coisas de outra forma, saber que há outra forma de ver tudo, e partir para a ação.


Sofri abuso quando criança, por um membro de minha família, muito próximo de mim, e acabei desenvolvendo uma condição física, que estava no limite de malignidade.


Eu fiquei muito impactada, pois recebi o convite para participar do workshop da Carmem, quando estava dirigindo, saindo da consulta médica. Essa consulta havia sido muito difícil para mim. Para terem uma idéia, tão significativa a entrada da mensagem e eu ter visto na hora, mesmo dirigindo, que parei o carro na hora, para responder e marcar minha presença.


Eu estava vivendo no vitimismo, na culpa, o que é tão comum nas situações como as que eu vivi. Percebi, na pele, que eu me via como vítima de mim mesma, e apesar de tudo, estava me machucando mais do que eu imaginava. Me culpava de não ter mudado os fatos, e acabei finalmente sentindo que nem tudo era de minha responsabilidade.


Sentia que em muitas situações, não fazia o suficiente, e ficava com esse sentimento de que sempre poderia ter feito mais, numa insatisfação sem fim.


Antes, eu me arrumava, tentando desenvolver amor próprio, mas não era por aí. Achava que assim, estaria demonstrando que me amava, mas vi que o simples ato de me arrumar, era só na superfície, e que de fato, eu estava me machucando. Me cuidava, achava que seria o suficiente para me amar, mas não era. Era só externo, para os outros verem.


Acho vaidade importante, mas acaba mascarando muita coisa, pois parece que você se coloca como que numa vitrine. Senti como se fosse um palhaço, que ri por fora, mas por dentro, está muito triste, em sofrimento.


Aliás, tenho fobia de palhaço, e enxerguei que o que não fazia sentido, era esse sofrimento que eu identificava neles, e que em mim estava presente, mas não admitido conscientemente. O que pegava, era minha identificação com o palhaço, que parecia ser meu espelho.


Isso tudo, ficou guardado muito profundamente, como resultado de vários desafios que vivi em minha vida, mas que agora, vieram à tona, para serem curados.


Escrevo meu relato, para que, caso você, ou alguém que conheça esteja na mesma situação que eu, saiba que é possível a mudança, o quanto antes. Não deixe que o sofrimento se aprofunde e se manifeste fisicamente em seu corpo, para que você tenha que olhar para ele. No meu caso, tive a sorte de que até a médica, me deu a sugestão de olhar para mim, de outra forma. E eu consegui me permitir. Espero que seja o caso de muitas pessoas!!


Juliane.



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